• João Paulo Campos Cardoso

Cuidado com o viés da sobrevivência!

Primeiramente, você sabe o que é o viés da sobrevivência? É o ato de se concentrar em pessoas, empresas ou estratégias de sucesso e ignorar aqueles que falharam.


Exemplo prático de um viés de sobrevivência: Na Segunda Guerra Mundial, as forças aliadas queriam adicionar armaduras de proteção a seus aviões de guerra. Como os recursos eram escassos, eles não podiam adicionar armadura em todo o avião. Assim, os especialistas precisavam decidir quais áreas eram mais vulneráveis ​​a ataques e que se beneficiariam mais com proteção adicional.


Para decidir onde alocar a armadura, eles estudaram aviões que haviam sido atingidos, mas conseguiram chegar em casa com sucesso. Então, descobriram que nesses aviões não haviam sido furados pelas balas no motor ou no cockpit, de modo que a óbvia linha de pensamento os levou a colocar armaduras em todos os lugares, exceto no cockpit e no motor.



Felizmente, o matemático Abraham Wald apontou a falha no plano: eles estavam apenas analisando os aviões que tinham chegado em casa com segurança. A localização dos buracos de balas não foi fatal para os aviões e, portanto, a aeronave não foi derrubada. Ele recomendou que os militares colocassem armaduras nas áreas onde a aeronave sobrevivente não possuía buracos de bala, no caso o motor e cockpit. Foi assim que, Wald deu início à ideia do viés da sobrevivência - e provavelmente salvou muitas vidas.


Mas como esse viés interfere em nossa vida ou no nosso dia a dia?


Se usarmos a única fonte informação disponível como sendo suficiente, vamos ignorar grande parte das causas destes problemas. Às vezes, a resposta mais importante está na informação que está faltando.


Ao analisar uma base de dados, é preciso observar tanto o que está visível quanto o que não está sendo respondido à primeira vista. O que os dados não respondem é tão importante quanto o que eles respondem. Como a quantidade de informação faltante é sempre infinitamente maior do que a informação disponível, é preciso fazer as perguntas certas.


Vamos analisar um exemplo prático:

Imagine uma organização com grande número de evasão de colaboradores. É comum justificarmos a saída de colaboradores olhando unicamente as características dos que saíram.


Se um grupo grande de funcionários de alta performance e salário equivalente a mediana de mercado saiu da organização, nossa justificativa para a saída certamente será a de que o salário estava baixo demais para reter essas pessoas de alta performance. Mas se olharmos não só para as pessoas que saíram, podemos perceber que várias das pessoas que ficaram na organização tinham a mesma característica, por exemplo salário na mediana de mercado e alta performance.


Nesse contexto, será que foi o salário o principal fator que motivou a saída?


Como podemos notar, essa é uma das maneiras mais comuns que acabamos não percebendo o quão enviesadas estão as nossas análises e conclusões. O que podemos tirar de conclusão desse estudo, é a importância de ter as perguntas certas, analisar um todo e não apenas uma parte.



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