• João Paulo Campos Cardoso

A nota de 200 reais!

O anúncio do lançamento da cédula de R$ 200, na ultima quarta-feira(29), causou sensação surpreendente. Ficou entre os assuntos mais comentados em redes sociais.


A nova nota foi criada pelo Conselho Monetário Nacional, circula a partir de agosto e foi motivo imediato de piadas divertidas e preocupações sem sentido. Algumas pessoas muito divertidamente disse que em vez de estampar o lobo-guará, a nota deveria ter a imagem do vira-lata caramelo, um dos animais mais queridos do país. Houve muita gente também preocupada e questionando se o lançamento da nota de R$ 200 seria um sinal de inflação e mesmo de hiperinflação. Outra crítica à decisão anunciada pelo Banco Central foi que isso facilitaria crimes como a lavagem de dinheiro.







Então, por que ela vai passar existir? O que ela vai influenciar na economia? E a inflação??


Para a política monetária, a expectativa é importante, mas os economistas apontam que o Brasil está bem longe de voltar a ver inflação alta. Muito pelo contrário. Com a economia em retração, a expectativa é que a inflação fique abaixo dos 2% neste ano. Já sobre a corrupção o bando disse que o “arcabouço contra lavagem de dinheiro extremamente elevado" e que isso "não depende" do valor das cédulas.


Será a primeira vez, em 18 anos, que o real ganhará uma cédula de novo valor. Ela se juntará aos seis valores de cédulas hoje em circulação: R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100.


O Banco Central diz que a decisão, aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), foi tomada para "atender ao aumento da demanda por dinheiro em espécie que se verificou durante a pandemia de covid-19".


Em março, a quantidade de dinheiro vivo com a população era de aproximadamente R$ 216 bilhões, segundo o Banco Central. A partir desse momento, esse montante começou a subir rapidamente e hoje está em R$ 277 bilhões. E assim, as notas ficaram escassas.

Por exemplo, se as pessoas começam a acumular dinheiro vivo em casa, que é uma coisa que tem acontecido. Quanto menos notas de dinheiro circulando, mais “quebradinho” você precisa pra chegar num valor.


Um grande exemplo é o auxílio emergencial de R$ 600.


Você pode juntar R$ 600 com seis notas de R$ 100. Se as notas de R$ 100 começam a faltar, são 12 notas de R$ 50. Se elas também faltam, a próxima opção é 30 notas de R$ 20.

Ou seja, quanto mais notas de valores pequenos estão fora de circulação, mais notas desses valores precisam ser impressas, já que elas são mais usadas.

Agora, lembre-se que o auxílio soma mais de R$ 160 bilhões, e que muita gente opta por sacar o benefício em dinheiro vivo. É MUITA nota!!


Pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva revela a existência no Brasil de 45 milhões de desbancarizados, ou seja, brasileiros que não movimentam a conta bancária há mais de seis meses ou que optaram por não ter conta em banco. Isso significa que de cada três brasileiros, um não possui conta bancária. De acordo com a sondagem, esse grupo movimenta anualmente no país mais de R$ 800 bilhões. Logo, isso aumenta da demanda por cédulas e o que o Banco Central chama de entesouramento, que é o dinheiro guardado em casa.


Já sobre a escolha do lobo-guará, foi com base em uma pesquisa feita em 2001 para alternativa de animais para novas cédulas. Os dois mais votados, tartaruga marinha e mico-leão-dourado, foram utilizados, respectivamente, nas cédulas de R$ 2 e de R$ 20. O terceiro foi o lobo-guará, que já apareceu em moeda brasileira, entre dezembro de 1993 e setembro de 1994, estampava a moeda de 100 Cruzeiros Reais.


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